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Noz da Índia, aquela proibida no Brasil.

Com mais um óbito confirmado no Brasil, é de suma importância tratarmos do assunto de forma clara. Os produtos denominados ou constituídos de “Noz da Índia” (não deve ser confundida com “Castanha da Índia“) têm sido comercializados e divulgados  irregularmente com indicações de emagrecimento, por suas propriedades laxativas. Obs.: Nunca houve registro na Anvisa de produtos para consumo humano à base desses dois insumos – Noz da Índia e Chapéu de Napoleão.

O maior problema está em dois fatos, o primeiro é que a planta “Chapéu de Napoleão” ou  “jorro-jorro” (Thevetia peruviana), uma planta ornamental cuja semente altamente tóxica possui aspectos parecidos (com a Noz da Índia), começou a ser comercializada no Brasil como se fosse a Noz da Índia.”

O segundo fato é que a Noz da Índia para ser segura deve ser consumida COZIDA.

Entenda as diferenças:

Noz da Índia (aleurites moluccana)

Age no aparelho digestivo e tem propriedade de laxante e vem sendo usada para emagrecer. Neste caso, apenas a semente crua da noz é tóxica e quando cozida ela perde a toxidade. É uma semente usada frequentemente cozida na culinária indonésia e malaia , onde é chamada kemiri em indonésio ou buah keras em malaio. Na ilha de Java, na Indonésia , é usado para fazer um molho espesso que é comido com legumes e arroz. Por ser importada, o produto é vendido por um preço mais elevado. Na Índia, ela também é usada como tempero.

Chapéu de Napoleão (thevetia peruviana)

Popularmente conhecida como jorro-jorro é muito utilizada na ornamentação em ruas e praças. A planta é altamente tóxica, da raiz à semente.

“Chapéu de Napoleão tem ação cardiotônica e age na condução dos estímulos cardíacos e na força de contração do músculo. Se associada a outra medicação, como um diurético por exemplo,  pode causar uma parada cardíaca e levar até a morte.” Náuseas, vômitos e dores musculares são também relacionadas a intoxicação por Chapéu de Napoleão.

A Anvisa tomou como base para a sua decisão as evidências de toxicidade e a ocorrência de três casos de óbitos no Brasil associados ao consumo de “Noz da Índia” (Aleurites moluccanus), também chamada de Nogueira de Iguape, Nogueira, Nogueira da Índia, Castanha Purgativa, Nogueira-de-Bancul, Cróton das Moluscas, Nogueira Americana, Nogueira Brasileira, Nogueira da Praia, Nogueira do Litoral, Noz Candeia, Noz das Moluscas, Pinhão das Moluscas.

A partir de terça-feira, dia 7 de fevereiro (2017), por determinação da Anvisa, ficou proibida, em todo o território nacional, a fabricação, a comercialização, a distribuição e a importação de Noz da Índia (Aleurites moluccanus) e do Chapéu de Napoleão (Thevetia peruviana) como insumos em medicamentos e alimentos e em quaisquer formas de apresentação.

A decisão da Anvisa também está baseada na Nota Técnica  001/2016 emitida pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica do Estado do Mato Grosso do Sul (Civitox/CVA/SGVS/SES/MS), sobre casos de intoxicação pelo uso da “Noz da Índia”.

A medida sanitária aplicada pela Anvisa ao consumo dessas sementes, em qualquer forma de apresentação, proíbe também a divulgação, em todos os meios de comunicação, de medicamentos e alimentos que apresentem estes insumos.

A decisão da Anvisa acata a Nota Técnica  001/2016 emitida pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica do Estado do Mato Grosso do Sul (Civitox/CVA/SGVS/SES/MS), sobre casos de intoxicação pelo uso da “Noz da Índia”.

Resolução está disponível no Diário Oficial da União de terça-feira (07/02/17).

Fontes: Anvisa / Wikipedia

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